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Editora Ficção Barata faz o terror ser democrático

  • Foto do escritor: Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
    Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
  • 25 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura
Escritor curitibano abre a literatura do terror para o público em geral

Por João Marcelo Simões


Selo literário curitibano Ficção Barata promove a democratização do terror local. Concebida por autor e poeta Maicol Cristian em 2022, a editora vende livros curtos de poemas e contos, custando em média R$ 15. A visão do projeto é fazer com que a literatura alcance o maior número de pessoas possível.


“Tinha que ser underground. O completo oposto da Darkside. [risos]” diz Maicol Cristian, se referindo à editora de terror internacional Darkside. “Me inspirei nos livros pulp dos anos 60, 70. Aqueles feitos com papel jornal. Queria resgatar um pouco disso.” O selo se orgulha em produzir terror “trash”, que imita o estilo de filmes e livros do passado produzidos usando baixo orçamento — como os filmes de Zé do Caixão, por exemplo.


“É muito difícil fazer com que o trabalho chegue às pessoas. Alguém que entra numa livraria hoje quer comprar um Stephen King, comprar um livro de capa dura. Não adianta querer competir com isso.” Fala Cristian. Visando isto, a Ficção Barata vende seus livros com a intenção de suprir o custo da produção, e nada mais. É descrita pelo autor como projeto de paixão, feito inicialmente como um projeto solo para fugir das modificações de editores de selos mais populares.


Custos de produção

A editora já agregou mais de meia dúzia de títulos. “Desejos Bestiais”, escrita pelo fundador do selo, é a obra que abre a coleção “Estação Purgatório”. Uma série de contos que foca no terror sanguinário e fantasioso no ambiente urbano. “Implacável Como o Inferno” é uma obra, também de autoria de Cristian, que move o horror para o velho oeste americano, pautando sua narrativa em clichês do cinema bangue-bangue. Todas as obras — salve a coletânea de contos “Porão do Terror” e dois zines — têm capas ilustradas por Fábio Vermelho.


Legenda: Capa de Implacável Como o Inferno, ilustração Fábio Vermelho


Eduardo Fredegotto, 19, estudante de Engenharia Mecânica na UTFPR, é um grande fã da editora. “Eu amo terror. O [Maicol Cristian] escreve muito bem, eu normalmente leio no ônibus ou no ponto. O grande diferencial é que cabe no bolso. Em ambos os sentidos. O livro é barato e físicamente pequeno. Terror está inflado hoje, eu vejo livros por R$ 65, R$ 70 e isso me desaponta.”


Para o futuro, o selo planeja lançar um livro de prosa longa, e permanecer acessível para seus leitores


Foto: Reprodução

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