A não-ficção ganha cada vez mais espaço nos catálogos digitais
- Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
- 16 de dez. de 2022
- 2 min de leitura
A demanda por produções documentais cresce para satisfazer o grande número de assinaturas dos serviços de streaming
Por Erika Nascimento Boslooper
No período pandêmico, o mercado de documentários passou a conquistar cada vez mais espaço entre as produções globais dos serviços de streaming. Com o aumento de assinaturas e audiência provocado pela quarentena, as plataformas digitais recorreram às produções documentais como alternativa para ampliar o fornecimento de conteúdos para os assinantes.
Enquanto a indústria de cinema passava por uma crise de bilheteria significativa como impacto da pandemia, as plataformas de streaming experimentaram um cenário oposto. Segundo a consultoria britânica Kaizen, a média de horas de consumo por assinante de streaming na pandemia aumentou 61% em todo o planeta e, 69% no Brasil. Tal consolidação teve por consequência o crescimento da produção de conteúdos originais sob demanda, sobretudo de segmento documental, de modo a atender um viés de entretenimento para os espectadores.
Basta uma breve consulta aos catálogos das plataformas -principalmente Netflix e Globoplay- para encontrar produções sobre a vida das mais variadas personalidades do mundo esportivo, musical, cinematográfico e até mesmo criminal. Entre os lançamentos mais recentes da Netflix, destacam-se: a série documental "Harry & Meghan”, a qual revela exclusivamente, bastidores da conturbada relação do casal com a família real e imprensa britânica; em “Miss Americana”, é retratado detalhes da vida pessoal de Taylor Swift, uma das mulheres mais influentes da indústria musical atualmente; foco de polêmica, “Conversando com um serial killer: O Canibal de Milwaukee”, expõe a mente doentia de um serial killer através de entrevistas que revelam seus crimes hediondos. De produção nacional, “Doutor Castor” e “Flordelis: Questiona ou Adora”, são alguns dos principais lançamentos do Globoplay, o primeiro retrata a história de um dos nomes responsáveis por grandes times de futebol e crimes no Rio de Janeiro, enquanto o segundo possui um viés jornalístico a respeito do assassinato do marido da ex-deputada Flordelis.
Uma das chaves de êxito do formato, é explorar para além de uma narrativa superficial, humanizando o personagem, seja ele considerado “herói” ou “vilão” e trazendo a tona ao público, cenários exclusivos, de maneira crua e sem filtros, sobre a trajetória e dramas pessoais vividos por ele, e, dessa forma, satisfazer uma demanda de assinantes sedenta por novas histórias.
Imagem: reprodução da internet





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