Índice de cobertura vacinal no Brasil sofre queda
- Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
- 25 de out. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de out. de 2022
Ministério da Saúde expõe baixa adesão à campanha de imunização apesar da disponibilidade das vacinas à população
Por Erika Nascimento Boslooper
O Dia Nacional da Vacinação, celebrado segunda-feira [17], teve como principal objetivo estimular o aumento da cobertura vacinal no país, sobretudo a vacinação infantil. Porém a meta de imunização estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS) não foi alcançada.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 milhões de mortes são evitadas a cada ano graças à vacinação. E, durante muito tempo, o Programa Nacional de Imunização (PNI) é referência mundial, pois disponibiliza de forma gratuita os imunizantes, através do Sistema Único de Saúde (SUS) e apresenta eficiência nas campanhas de vacinação, fazendo com que diversas doenças imunopreveníveis graves fossem erradicadas do Brasil.
No entanto, desde 2015 o país vem apresentando queda na cobertura vacinal, sendo intensificada com a pandemia do coronavírus, uma vez que, muitas campanhas foram prorrogadas e a vacinação de rotina deixada em segundo plano, devido à evolução de casos da doença. Apesar do aumento expressivo na produção de conteúdos relacionados a imunização pelos meios de comunicação no período pandêmico, especialistas alegam que as motivações da hesitação vacinal por parte da população, estão relacionadas a disseminação de notícias falsas e informações distorcidas a respeito da eficácia e segurança da vacina contra a Covid-19, o que minou com a credibilidade dos demais imunizantes.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil apresenta os mais baixos níveis de adesão à imunização contra a poliomielite -também conhecida como paralisia infantil- em quatro décadas. O reflexo desse dado é o alto risco dessa e de outras graves doenças, como o sarampo, voltarem a circular em território nacional. A meta apresentada pelo MS, é vacinar 95% de crianças entre 1 e 5 anos, mas foi informado pelo DataSus no início da semana passada que apenas 65% foram devidamente imunizadas. Mesmo com o fim das campanhas, as vacinas que compõem o Calendário Nacional de Vacinação, ficam disponíveis à população durante o ano todo nas redes públicas de saúde.
Crédito da imagem: Freepik





Comentários