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Usuários de luto pelo Twitter em #RIPTwitter

  • Foto do escritor: Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
    Sinapse Agência de Publicidade e Propaganda da UFPR
  • 18 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura
Com o caos instaurado pelas mudanças de Elon Musk, o assunto mais comentado do mundo desta sexta-feira é o futuro incerto da rede

Por Allan Alexandre Carneiro


O Twitter nos últimos anos se tornou aos poucos um dos espaços mais centrais da vida pública dentro da internet. Foram nos escassos caracteres da rede do pássaro azul que muitas das discussões que pautaram os noticiários tomaram espaço, em especial com a ascensão da extrema direita em escala global. Hoje, a rede social continua nos noticiários, mas pelo recente e gradual colapso que vem sofrendo em função de seu excêntrico dono, Elon Musk. Em uma tentativa de aumentar a ‘liberdade de expressão’ dentro da plataforma, Musk tomou medidas que desagradaram os usuários, como a venda do sinal de verificado através de um plano mensal, o que resultou na hashtag #RIPTwitter ser a mais comentada do site por mais de 10 horas consecutivas desta sexta-feira [18].

Na última meia década, o Twitter se tornou palco de uma direita reacionária que angariou visibilidade na política estadunidense, e que logo foi importada por outros países como o Brasil. Isso foi visível principalmente na figura do ex-presidente Donald Trump, que passou a inflar suas bases e governar o país através da rede social. No Brasil, Jair Bolsonaro assumiu a mesma postura, juntamente com seus ministros - em especial Abraham Weintraub, Damares Alves e Tarcisio Freitas -, que tornaram a ferramenta em uma espécie de canal oficial de comunicação do governo.

A gota d’água do caso de Donald Trump foram os tuítes que moveram seus apoiadores mais contundentes a invadir o Capitólio, incitados por um clima de descrédito na eleição para presidente. O resultado dessa empreitada foi o banimento do político estadunidense da plataforma, o que trouxe à tona discussões sobre censura e o impacto das redes na vida real.

Com um discurso de estender a ‘liberdade de expressão’ dentro da rede social, o excêntrico bilionário adquiriu a empresa sob o pretexto de sua importância para a ‘humanidade’ e a ‘democracia’. Elon apresentou suas intenções de transformar o ambiente através de medidas como o plano mensal que daria ao usuário comum mais visibilidade, suficiente para se igualar aos meios de comunicação tradicionais e competir diretamente com eles. O que na prática significa igualar a informação à desinformação, já que o que diferencia a mídia tradicional ou a empresa que trabalha com jornalismo da pessoa leiga na área é justamente o método jornalístico de apuração e checagem dos fatos. Além de ser contraditório pelo fato da chamada ‘liberdade de expressão’ estar sujeita a um regime de assinatura.


Reprodução: Elon Musk


“Enquanto o Twitter persegue o objetivo de elevar o jornalismo cidadão, a elite da mídia fará de tudo para impedir que isso aconteça”

“A mídia convencional ainda prosperará, mas o aumento da concorrência pelos cidadãos fará com que sejam mais precisos, pois seu oligopólio de informações foi interrompido”


Outra medida que Musk empreendeu na empresa foi uma demissão em massa seguido por um ultimato que convidava os funcionários remanescentes a compor uma nova etapa do Twitter ou serem demitidos. O problema é que aparentemente a maior parte dos funcionários decidiu abandonar a empresa, o que resultou no fechamento de escritórios do empreendimento ao redor do mundo, além de problemas estruturais e de manutenção pela falta de mão de obra.

Os usuários do Twitter também não reagiram amigavelmente às mudanças na plataforma. Inclusive, se engajaram no luto pela rede social na hashtag #RIPTwitter, com piadas a respeito do futuro incerto do site e problemas que começaram a enfrentar, como a conexão falha com os servidores e a lentidão do serviço em alguns momentos. Como forma de se preparar para o pior, alguns usuários criaram contas em uma rede similar chamada Koo, que possui a mesma proposta do Twitter.

Em resposta ao lamento dos internautas, Elon Musk apenas ironizou a suposta morte da rede em sua conta pessoal.


Crédito da imagem: Twitter

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